Após um jogo com alguma emoção
sobre o Bangu no Maracanã, eis que vejo na tabela a próxima partida do então
líder Fluminense...
Flu x Boavista em Bacaxá,
distrito de Saquarema região dos lagos, jogo quinta-feira, em um local com
quase 150 km de distância e o melhor de tudo foi o horário... 17h.
Nós, os petropolitanos, todo jogo
já é uma viagem, mas conseguir tricolores, em um dia útil que pudesse
perder o dia de serviço para ir até o
estádio foi difícil, a maioria alegou o horário, pois tínhamos que sair até as
12h para poder dar tempo de chegar para a partida, outros alegaram a distância,
pois fica caro devido a alta quilometragem e os pedágios.
Mas mesmo assim conseguimos ir. Três
guerreiros, eu que trabalho por conta própria consegui adiantar meu serviço, o
Léo que é empresário e também conseguiu reagendar os seus , e o Cadu, que
conseguiu folga de seu serviço em Caxias, onde trabalha em um posto de saúde,
As 12h, horário marcado, mesmo
sem fazer uma boa refeição na hora do almoço, partimos para Bacaxá, a ansiedade
para ver o Flu em um local diferente era
contagiante, pois quanto mais pitoresco o estádio, mais interessante.
Como era véspera de carnaval, as
emissoras de rádio já alertavam sobre o trânsito que estaria intenso para
chegar na região dos lagos. Tentamos criar uma rota alternativa para não pegar
o trânsito de Manilha, descemos até Piabetá pela Serra Velha, e fomos direto
até Parada Modelo, distrito de Guapimirim, onde pegamos sentido Cachoeira de Macacu
e depois seguimos para Papucaia para poder pegar a BR 101 já depois de Itaboraí,
a estrada estava toda reformada, mas mesmo assim é 50 km a mais que
percorremos, chegando a quase 200 km no total.
Chegamos a Via-lagos, estrada que
começa em Rio Bonito e que era a única alternativa, sem ir por Niterói/Maricá
para chegar a Saqua.
Pelo aplicativo Waze, que é um GPS com
interação online com outros integrantes do app, ele informava que alguns quilômetros a frente
teria um congestionamento de uns 9 km, devido a um tombo de caminhão. Um minuto
depois nos deparamos com o trânsito parado, quando andávamos a velocidade não
chegava a 10 km/hora, ficamos preocupados
pois se continuássemos nesse ritmo com certeza não chegaríamos a tempo.
Infelizmente, tivemos que driblar
a lei e ir pelo acostamento durante alguns quilômetros, 9 km depois, enfim, a
pista livre, passamos o pedágio da Via Lagos e viramos para Saquarema, chegamos
no centro de Bacaxá e fomos estacionar. Pelo ao menos uma notícia boa, R$ 1, a
cada duas horas era o valor do estacionamento.
Do local que paramos até o
estádio foi uns 10 minutos andando debaixo de um calor absurdo, eu como um bom
petropolitano e calejado com jogos no calor do verão do campeonato carioca, na
correria para adiantar o serviço para poder chegar no horário marcado para a
viagem, acabei esquecendo o meu kit principal, o Kit Bangu, composto por boné/chapéu,
chinelo, garrafa térmica, protetor solar, protetor labial e óculos escuros.
Como eu me martirizei por este esquecimento.
Quando chegamos às redondezas do
estádio, já era encontrado um público bem razoável, mesmo sendo num horário
ruim e distante para a maioria dos torcedores.
Estádio Eucyzão (Eucy Resende de
Mendonça), o antigo Estádio do Barreira, que posteriormente foi mudado para
Boavista, o Clube foi fundado em 1961, o Elcyzão também deve datar por esse período,
pois é um estádio antigo e sem nenhum conforto para o torcedor. De acordo com a
CBF, a capacidade do estádio é de 6 mil pessoas, no borderô da FERJ consta que
teve 3500 torcedores, o estádio estava bem cheio, não sei onde caberiam mais
2500 pessoas.
Na primeira Rodada, em Volta
Redonda, o preço do ingresso era R$ 20, no Maraca no último jogo, era R$ 30, lá
no máximo teria que ser igual VR, mas para minha surpresa foi R$ 40, um assalto
pelo que o estádio proporciona e olha que a FERJ alega ser preço promocional.
Nesse período pós Copa do Mundo, o
que vemos como padrão em todos os campeonatos é a utilização dos grandes
estádios que foram reformados ou construídos com qualidade nível A para levar grandes
públicos e renda para os participantes, já no nosso Carioca, a Federação força
demais para colocar jogos em estádios precários, sem se preocupar com o
conforto para o torcedor ou a qualidade de espetáculo de um time que tem o
artilheiro do último brasileiro e o maior salário do país.
Alegam que nas Laranjeiras não
suporta mais jogo de um campeonato profissional, mas o Eucyzão suporta?
O jogo até por causa do forte
calor foi bem mais ou menos, a equipe de Saquarema é uma das piores desse
campeonato, diferentemente de outros anos que atrapalhavam os grandes, nesse
ano vai ser saco de pancada.
Depois do Fluminense fazer o primeiro
gol e acabar com a retranca adversária, eu estava torcendo mais para aparecer
uma nuvem do que para o Flu fazer o segundo, pois o calor dentro do estádio era
imenso e sem nenhuma sombra para se esconder, no final fiquei colado na grade para ver se
conseguia pelo ao menos se esconder no mínimo 10% do sol.
Termina mais um jogo e o que
fica, além de um bronzeado que a esposa vai achar que fui a praia, um
sentimento de dever cumprido, de poder acompanhar de perto esse Flu que nesse
ano mais do que nunca vai depender da força de sua torcida para substituir a
saída da Unimed.
Pensavam que o Flu estaria morto
esse ano pela saída do patrocinador? Volta Redonda me espere, quarta de cinzas
estarei na Cidade do Aço para continuar na LIDERANÇA!
